Olá Pessoas!
Como vão vocês? Espero que bem!

Estou iniciando hoje, uma tag no blog chamada 'Trechos'. Nessa sessão, irei publicar partes de algum livro que li ou que quero desejo ler que achei interessante, ou que tenha me atraído de alguma forma me deixando curiosa.

Começarei por um livro que se encontra na minha lista de desejados ----- Meu Amor, Meu Bem, Meu Querido, de Deb Caletti.
Autor:  Deb Caletti
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581631585
Páginas: 240
Sinopse: É verão no nordeste da cidade de Nine Mile Falls e Ruby McQueen, de 16 anos, comumente conhecida como A Garota Calada, está saindo com o maravilhoso, rico e louco por emoções Travis Becker. No entanto, Ruby está num beco sem saída e percebe que se arrisca cada vez mais quando está com Travis.
Em um esforço para manter Ruby ocupada, sua mãe, Ann, a arrasta para o clube de leitura semanal que ela comanda. Quando descobrem que uma das criadoras do clube é a protagonista de uma trágica história de amor que estão lendo, Ann e Ruby planejam um encontro dos amantes de longa data. Contudo, para Ruby essa missão acaba sendo muito mais do que apenas uma viagem…

Será que um verão pode mudar o que
sabemos sobre o amor, a família,

o destino e o próprio coração?

[...] De repente, tive a sensação de que algo estava para acontecer. Soube instantaneamente que ele era mau, e que isso não importava. [...]
Nem sempre sou precipitada. O que aconteceu durante o verão, nas
férias escolares, não foi precipitação. Foi um momento, um único momento
que pode mudar as coisas se você decidir tentar ser uma pessoa diferente.
Tenho certeza de que decidi no momento em que vi a superfície de metal
brilhando sob o sol e querendo ser tocada, como se fosse mesmo um convite.


“Precipitada” é a última coisa pela qual você pode me chamar. “Tímida” 
é a palavra mais adequada. Sou notavelmente conhecida por ser solitária, 
caráter dominante. Você sabe a que me refiro — a Gorda, o Altão, o CDF. 
Eu sou a Garota Calada. Cheguei a ouvir, anos atrás, enquanto saía do 
banheiro: “Conhece Ruby McQueen?”, alguém perguntou. Acho que foi 
Wendy Craig, em cujos tornozelos eu havia dado uma bela de uma pancada 
no jogo de hóquei. E em seguida alguém respondeu: “Ah, tá falando da 
Garota Calada?”.


A culpa desse meu comportamento calado se deve a duas situações, 
embora minha mãe diga que eu sempre fui do tipo observadora e que faço 
pesquisas antropológicas sobre a raça humana — tal qual Jane Goodall, em 
Os chimpanzés de Gombe. Ela tem razão quanto a personalidade ter um papel 
nisso. Às vezes, me sinto mais frágil e distante do mundo em relação às 
outras pessoas; muito sensível, o tipo cujo coração se transfere para objetos 
inanimados: um único pé de meia, um campo de neve marcado por pegadas, 
uma única fruta no galho de árvore. Mas é verdade que experiências humi-
lhantes podem minar a sua confiança, como sal em água.


Estava tudo indo bem no 6º ano, até que escorreguei em uma pilha de 
papéis brilhantes na garagem, quebrei o cóccix e tive de levar uma boia inflável 
para me sentar na carteira da escola. Antes disso, eu costumava levantar a mão e 
me sentar na fileira da frente sem medo de ser observada. Mas eu tinha dores de 
barriga de humilhação só de pensar naquela boia. “Parece um vaso sanitário”, 
Brian Holmes disse, e a já citada Wendy Craig gargalhou. E ele tinha razão: 
alguns vasos têm essa tampa fofa que geralmente decoram banheiros cafonas.


Depois disso, virei a Garota Calada. Parecia a coisa mais segura a fazer 
enquanto me sentia embaraçada como a amada que é perseguida por um 
ex‑namorado. Novamente, minha mãe deu uma de sábia: “Dê risada”, ela 
disse. “Todo mundo está muito ocupado tentando esquecer suas próprias 
humilhações para se lembrar da sua. Você não é diferente de ninguém. Por 
que você acha que anos depois ainda sonhamos que fomos para a escola 
pelados?” E, de novo, aquilo poderia ser verdade. Mesmo assim eu achava 
que se por acaso nascesse uma espinha em mim, ela apareceria bem no meio 
da testa como um sinal indiano, e se a resposta a uma pergunta fosse “esper‑
matozoides”, com certeza seria eu a ser chamada. Acredito que é melhor ter 
baixas expectativas.

Se você fosse bonzinho, ou fosse um dos meus amigos do tempo pré‑boia 
inflável, iria puxar o meu saco e me lançar olhares em sinal de apoio. Mas, 
então, talvez, eu disse “talvez”, quando fosse a minha vez de ler em voz alta 
na aula de Inglês (porque ler em voz alta significa que a sra. Forrester pode 
dar nota em vez de ensinar), você notaria que meu tom de voz é mais claro 
e forte do que pensara. Quando eu lesse Fitzgerald, naquela parte sobre a 
luz no final das docas, em Gatsby, você perceberia a sra. Forrester pousando 
na mesa a caneta vermelha e erguendo a xícara de café a meio caminho da 
boca, a sobrancelha delineando levemente um olhar concentrado



Sobre o Autor ----Deb Caletti.



Deb Caletti e sua família vivem metade do tempo no subúrbio de Seattle e outra metade em um barco, num tipo de casa flutuante. Suas melhores inspirações vêm de sua mãe, seus filhos e de seu cachorro, os quais não parecem se importar. Quando não está escrevendo ou lendo livros, Deb se dedica à pintura e a aulas.





Bom é isso, até o próximo trecho e não deixem de comentar.

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