Livro: Pluvia
Autor(a): Erica Azevedo
Editora: Novo Século
Páginas: 280
Nota




Mas o que essas pessoas realmente escondem? E qual o segredo por trás dos profundos olhos azuis do estranho senhor da mercearia? E o que de tão terrível está assustando os pluvianos a ponto de fazê-los pedirem ajuda a uma menina indefesa?


Sabe aquele livro que te faz viajar? Um bom livro tem o poder de te levar pra outros mundos...E Pluvia me levou e me proporcionou diversos devaneios bons ao lado da aventureira Ana. Um livro nacional que te prende do começo ao fim e não foi atoa que li Pluvia em menos de uma semana, sim e apenas demorei a postar a resenha por estar sem câmera fotográfica nos últimos tempos. Erica com seu jeito inovador de escrever eternizou as palavras neste livro e em meu consciente, palavras que te prendem e te fazem ter uma imaginação mais fluida fazendo montar as cenas especificadamente em sua mente uma a uma, montando cenários e imaginando personagens... Personagens não comuns mais sim seres que se formam através de gotas d’água jamais vistas por mim em algum livro por aí. E foi de forma bem leve como o cair de uma garoa que me vi presa em tudo que acontecia e foi como se o livro me capturasse para dentro da história e me transformasse em personagem também. Senti-me naqueles redemoinhos em que os personagens tiverem que mergulhar que aconteciam naturalmente na história fictícia.
O livro é bem juvenil, e conta uma estória cheia de fantasia e aventuras.

Ana é uma adolescente de dezessete anos, com um relacionamento um tanto conturbado com seus pais. Que não passa de uma garota normal - que com suas férias já planejadas com sua amiga Sofia em Guarujá impedidas pela mãe, pois ainda não conseguiu recuperar a confiança que seus pais tinham nela perdida a um ano atrás por uma mancada feita por ela - se vê afundada em um tédio puro sem sua amiga para aproveitar a cidade e presa em seu quarto com uma única saída, se refugiar nos livros passando horas perdidas nas páginas de seus livros e mergulhada em mundos paralelos ao seu. Poderia ter sido assim suas férias inteira, livros e mais livros lidos se não fosse por seu pai - que trabalha a maior parte do tempo - ter planejado algo diferente: sair de férias com a família em um pequeno vilarejo no interior de Santa Catarina. Ao chegarem lá Ana se constata que na verdade se hospedariam em um Chalé de seu tio Jonas, irmão de seu pai e que na verdade é localizado em um povoado chamado Baamen, mas que de povoado não havia nada era composto apenas do chalé aonde se alojariam o resto das ferias e de uma mercearia, um lindo prédio no lugar errado e para completar um dono que coloca medo em qualquer um. O lugar era um tanto misterioso e isolado de tudo, definitivamente. Seu tio não estava lá como de esperado, mais prometerá que iria passar lá antes que eles fossem embora. O tio Jonas é um homem de meia-idade que adorava viajar para lugares exóticos. Quando Ana ainda era nova, lhe deu uma bracelete e a fez prometer que sempre o usaria quando eles se encontrassem para ela provar que estava cuidando bem dele.
Os dois primeiros dias passaram rápidos e foi ao terceiro dia que por um descuido ao cair o livro que estava lendo Ana pensou consigo mesma que seria interessante observar a chuva da anela do quarto, um entretenimento além dos livros. E assim fez sentou-se em frente a janela e observando viu as nuvens que cobriam todo o céu e alguns raios de sol que as iluminavam. Uma brisa pairada sobre o local, suave balançando algumas folha, pouco tempo depois surgiu a garoa e que se transformou em forte chuva e os pingos solitários em instantes ganharam companhia dando lugar a uma cortina de água que caía freneticamente e Ana observando atentamente imoveu ficou até o seu apogeu
E foi então, em meio àquela pequena demonstração da força da natureza, que ela vislumbrou, pela janela embaçada pela chuva, uma pequena transformação de fantasia em realidade. Pág. 30
As gotas e gotículas de água se transformaram em três figuras humanas vestidas em capas prateadas. Pessoas, iguais a ela, vestidas de maneiras diferentes e um polco agitadas com certa empolgação percebível. Talvez estivesse lendo livros demais ou realmente a fantasia estava se misturando com a  realidade e em um surto de curiosidade Ana persegue as três pessoas que apressadas iam andando.
 Ana os segue até chegar na misteriosa mercearia, que por dentro é mais estranha ainda, pois é repleta de poções mágicas e coisas do tipo.  Ao passar da leitura, Ana descobre que as pessoas que viu saindo da chuva são habitantes de um outro mundo, Pluvia, o mundo além da chuva. Os pluvianos precisam da ajuda de um humano, e Ana concorda em ajudá-los depois de muita persistência e de quase morrer se recusando a aceitar. Mas por que ela? Em que ela poderia ajudá-los? Qual o motivo de tudo aquilo? Sem muitas escolhas, ou explicações, Ana abandona os pais e aceita se aventurar em Pluvia.
 Lá, Ana aprende a se defender, faz amigos, e um personagem importante é o Aléxi o garoto isolado que parecia não querer amizade com ninguém, muito menos com Ana, mas essa antipatia se transforma em um sentimento mais... doce, sabe, e temos a pitada certa de romance que a trama precisava. O Aléxi está totalmente ligado aos maiores segredos que as páginas de Pluvia guardam e, acreditem, não são poucos. Ao decorrer de sua estadia naquele novo mundo Ana se conscientiza que os mistérios são bem maiores do que imaginava, e em meio a todas essas vivencias, Ana se descobre até como mulher.

Bom acho melhor parar por aqui, se não vou entregar coisa demais e meu objetivo e fazerem com que sintam imensa vontade de ler o livro como senti e não acabar com todo o encanto que se sente ao ler cada página deste livro. É isso, como eu disse, o livro é bem juvenil, tem romance, aventura e um mistério muito grande que é parcialmente desvendado no final da leitura, mas não é desvendado completamente, o que deixa um gostinho de quero mais. 

E aos que não lerem e que ficaram curiosos para se aventurar em Pluvia não deixem de adquirir o exemplar e começar a leitura agora mesmo é imperdível, diferente de tudo que você já viu, nada de livro clichê.
E a Erica Azevedo, termine logo a continuação de Pluvia, porque com esse final de tirar o fôlego eu preciso saber desesperadamente qual vai ser o futuro dos pluvianos.
Muito obrigada pela disponibilidade do exemplar e pela amizade e carinho com os blogueiros em geral.
E como a imagem mostra o que me escreveu fiz exatamente como me desejou me diverti muito com Pluvia! Obrigada pela oportunidade de conhecer o seu mundo.

Leitura recomendadíssima.
E vocês já leram ou gostaria de ler o livro? Conte-me tudo nos comentários.
Beijos e até a próxima.



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