Livro: A Menina que Roubava Livros
Autor(a): Markus Zusak
Editora: Intrínseca
Páginas: 480
Nota


Só não me peça para ser simpática. Simpatia não tem nada a ver comigo.” — A menina que roubava livros.


Sempre ouvi muitos elogios a respeito desse livro, até que um dia eu resolvi parar para lê-lo e me impressionei com a história criativa, um tanto confusa e trágica que Markus Zusak nos presenteou. Foi um dos poucos livros que li e me senti dentro da história vivenciando os momentos lado a lado da pequena Liesel Meminger e depois disso ele não poderia deixar de entrar para a minha lista de favoritos se tornando o número #1.
O livro conta a história de uma garotinha durante a época de hitler, o que me fez lembrar automaticamente do filme e livro o menino do pijama listrado, em que chorei muito, e isso só deixou minha visão sobre o livro mais triste. Era janeiro de 1939. Liesel tinha nove anos, logo faria dez, pouco sabia ler e escrever seu irmão e ela estavam sendo obrigados a dizer adeus a mãe biológica, mas é então que no #3 vagão à caminho para a nova casa houve um intenso acesso de tosse, depois algo escorreu pela boca de seu irmão e então a morte veio até ele e o levou. E o primeiro encontro de Liesel com a morte aconteceu, viu seu irmão cair morto e nem ao menos sua mãe ou ela poderia fazer algo, palavras magnificas descrevem a cena trazendo apenas mais vontade de ler o livro inteirinho palavra por palavra e dando a ideia do que está por vir nesta história que acontece entre 1939 e 1943, na época do Holocausto, período das Guerras, onde Liesel Meminger encontrou a Morte neste período por três vezes e saiu viva das três ocasiões e de tão impressionada que a Morte ficou decidiu contar sua historia. 
 Foi no dia do velório de seu irmão que roubou o seu primeiro livro entre a neve, o rapaz que enterrara seu irmão deixara o livro cair na neve por um segundo de bobeira e este foi o primeiro dos muitos livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes. Foi neste mesmo dia roubando o Manual do Coveiro que começou sua carreira e paixão pelos livros. O que era uma pena, pois nem um pouco se quer sabia ler, mas logo chegaria a casa de seus novos pais e alguém lhe daria uma solução. A Rua podia até ter nome de céu mais apenas assustou a pequena Liesel que se recusou a sair do carro, ela de cara sentiu um ar nervoso e cinzento estendido por ali e as casas grudadas lhe darem a impressão de que ali definitivamente não era o seu lugar, errada estava ela ou não. Mais ela tinha que enfrentar a realidade seus novos pais agora eram um pintor muito gentil e uma lavadeira pra lá de estressada. E assim dando continuidade a vida Liesel se adapta, aprendendo a lidar com as dificuldades que esta mudança lhe trouxe, a lidar com os novos sentimentos que passou a sentir, e o carinho e afeto que desenvolveu pelo seu melhor amigo e namorado que nunca teve, Rudy.
Passando o tempo, podemos sentir o impacto que a guerra causou em toda sociedade alemã, os judeus sendo perseguidos e as transformações brutais. A família de Liesel com pena chega até a dar abrigo a um lutador judeu Max, para que não sofresse nas mãos dos alemãs. A história é tão bem descrita que ao ler quase que pude ouvir os bombardeios estrondosos e as sirenas tocando. Quase que por um segundo pude escutar choros e ver as pessoas correndo para dentro de porões e abrigos para refugiar daquela pavorosa Guerra que estava acontecendo. Mesmo vivendo estes cenários horríveis e presenciando momentos devastadores Liesel se agarra forte nos livros e acredita que são sua única salvação que iriam lhe proporcionar um futuro melhor, e realmente foram e proporcionaram. Ela roubou mais alguns durante toda a historia e à cada um ela tinha um carinho especial.
O livro é realmente muito emocionante e se você for “mole” como eu, ira derramar algumas lagrimas ao decorrer das páginas. Pensando nisso e ainda muito emocionada com o livro, nada melhor do que está citação: Quando a morte conta uma história, você deve parar para ler"
E para pessoas que não conseguiram lê-lo inteiro, tentem de novo, pois o livro é realmente fantástico, muito bom, e no fim do livro foi a minha melhor sensação, pois me senti, quando um sino toca alto me acordando de um transe, como se estivesse saindo de um cenário de horror e acordado para um mais horroroso ainda. Este livro com certeza nos mostra como é bom apreciar um dom neste caso o dom da escrita do grande Markus Zusak.
E só para vocês sentirem o gostinho.
Página 475.
Olhou para o rosto sem vida, e então beijou a boca do seu melhor amigo, Rudy Steiner, com suavidade e verdade. Ele tinha um gosto poeirento e adocicado. Um gosto de arrependimento á sombra do arvoredo e na penumbra de coleção de ternos do anarquista. Liesel o beijou demoradamente, com suavidade e, quando se afastou, tocou-lhe a boca com os dedos.
Achei este vídeo que creio que tenha sido feito por algum fã do livro, juntando várias cenas de filme formou um trailer para um possível filme do livro que eu adoraria que existisse:




Leitura recomendadíssima.
Bom é isso, beijos e até a próxima não deixem de comentar.




6 Comentários

  1. Eu li esse livro já faz algum tempo e chorei HORRORES no final :~
    haha e tenho vontade de ler ele de novo.
    ;*

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    1. Eu também me emocionei muito com ele, tenho vontade de ler ele de novo sempre quando surge um problema, não sei porque mais ele me trás paz, rs.
      :*

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  2. Amei a resenha, estou louca para ler o livro, parece ser muito interessante
    Beijos amore seguindo
    brilhan-tina.blogspot.com

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    1. Que bom que gostou, leia sim além de interessante é mágico.
      Beijos e bem vinda.
      xx
      rhay

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  3. Esse foi o meu primeiro livro!! E te confesso é um dos melhores livros que já li!! Amei demais a sua resenha!

    http://www.momentosassim.com/

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    1. Ele também foi um dos primeiros livros que já li e me encantou de verdade. Que bom que gostou beijos e seguindo seu blog :)

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